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A d r i a n a M e l g e s |
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| Fotografías de Mandalas de Fernando Deghi | |
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Nascida em São Paulo, 35 anos, reside em Curitiba desde 1993. Psicóloga, formada pela Universidade Tuiutí do Paraná em 1999 e especializada em Bioenergética e Terapias Corporais pelo Instituto Reichiano do Paraná em 2004. Desde o ano de 2000 vem integrando equipes de trabalho com implantação de projetos de comunidades em desenvolvimento em defesa dos direitos humanos e culturas de paz. Consultora e prestadora de serviços para organizações do terceiro setor e empresas privadas como CRUZ VERMELHA - FIEP – REPARTE – IDDHEA –Instituto de Defesa dos Direitos Humanos – Secretaria Estadual de Educação do Paraná, Conselho das Entidades Sociais do Paraná, UniBEM Jockey Club, Graciosa Country Golf Club entre outras. Atualmente pesquisa e realiza oficinas, workshops e exposições com o trabalho: Mandalas – A arte do eu, juntamente com a Oficina Concerto de Viola Brasileira e suas Possibilidades (Fernando Deghi) e Mandalas Musicais (Adriana Melges). A oficina se destina à sensibilização da percepção humana a partir do contato com a música e com a arte. 2007
II SEMANA NACIONAL DE
TECNOLOGIA E SOCIEDADE – UTFPR Apresentação do artigo Tecnologia Social, técnica e desenvolvimento de produto na comunidade da Vila Mota em Adrianópolis: um relato de experiência.- flor do vale Todos tos juntos somos diferentes Julho a novembro de 2007 - Consultoria para FIEP – PR Pesquisa de Demanda Tecnológica do Paraná nas Apl´s (Arranjo Produtivo Local) Executor – Paraná Metrologia Totalizando 400 empresas do Estado do Paraná Desenvolvimento de instrumento de pesquisa e aplicação 2007 -O Nutrass - FIEP – PR - Projeto MATER NATURA Núcleo Transdisciplinar de Soluções em Sustentabilidade Membro ativo do Nutrass Projeto MATER NATURA Sociograma comunitário para implantação do programa 10 comunidades da APA (Área de Preservação Ambiental – Guaratuba – PR) 2005 – 2007 - COCASTEL – COMUNIDADE DE CASTELLANOS Programa de Sustentabilidade na comunidade de Castellanos em São José dos Pinhais (Artesanato com fibra de bananeira – bio-jóias e luminárias) Dezembro de 2006 abril de 2007 - Instituto de Ecoturismo do Paraná PROJETO VERDE ATIVO – ECONOMIA SOLIDARIA NA MATA ATLÂNTICA Alfabetização de jovens e adultos na Ilha de Salto Parati – Paraná Programa SALTO O VERBO PARA TI MAIO A OUTUBRO - 2007 – REPATE Rede Paranaense de Incubadoras Tecnológicas – REPARTE Prestação de Serviços – Desenvolvimento de Projeto de Ações Empreendedoras na Região do Vale do Ribeira do Estado do Paraná. Formação de grupo de artesãs . Produto artesanal Mandala 2006 AÇÃO MÓVEL ARTE – 2006 Atividades Artísticas e Lúdicas Programa de atividades e oficinas interativas e lúdicas para crianças até 12 anos Programa oficina de fotografia para crianças – oficina da caixa preta Escolas e Praças de Curitiba ESCOLA TURMALINA Associação Pedagógica Pedagógica Antroposófica Turmalina Pedagogia Waldorf - Coordenação do Conselho de Pais 2006 – IDDHEA - INSTITUTO DE DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS Escola Participativa - ações comunitárias de cidadania e direitos humanos para uma Cultura de Paz – oficinas e atividades 2004 – 2005 – Instituto Mithras – Contratação Terceirizada Graciosa Country Golf Club - Elaboração do Projeto – Clubinho da Criança Elaboração, Implantação e Coordenação do Departamento Clubinho da Criança Atendimento a crianças entre 03 meses a 08 anos de idade SENAR – Sistema de Educação Nacional de Agricultura – Agosto de 2002 Gestão de Conflitos na Implantação de Qualidade no Trabalho (palestra) Mapeamento diagnóstico: Cultura e Clima Organizacional (consultoria) 2000–2004- Instituto Rubens Portugal - Curitiba - Paraná Governo do Estado do Paraná – Secretaria de Educação Universidade do Professor - Centro de Capacitação - Faxinal do Céu - PR PROGEST – Programa de Aprimoramento de Gestão Pública do PR Gestão por Avaliação de Resultados (8 seminários 900 participantes gestores) e eventos para professores da rede pública Responsável pela Coordenação Geral e Logística – eventos de imersão Coordenação de trabalhos e dinâmicas grupais (de 300 a 800 participantes ) Totalizando mais de 10.000 professores da Rede Pública de Ensino |
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2002
UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
PALESTRAS E
WORKSHOP MINISTRADOS II
SEMANA NACIONAL DE TECNOLOGIA E SOCIEDADE – UTFPR
FIEP - PR
CONSESP
– PRÊMIO DO VOLUNTARIADO DE 2007
I
FÓRUM DE FIBRAS DO PARANÁ CEFET.
TIM
GRACIOSA
COUNTRY GOLF CLUB
GRACIOSA
COUNTRY GOLF CLUB
Outubro de 2002
- Qualidade de Vida
Colégio Estadual Barão do Rio Branco (docente)
SPEI – Faculdades de Administração (palestrante)
Exposição
Histórica das Entidades Sociais do Paraná nos 500 anos de Brasil
Colégio
São José – Lapa (palestrante)
Dezembro de 1999 - Conselho Regional de Psicologia
(palestrante)
WORSHOP E
OFICINAS DE KIRLIANGRAFIA – AURANÁLISE
ORDEM
ROSACRUZ
ORDEM
ROSACRUZ
CURSOS DE
FORMAÇÃO Instituto Rudolf Steiner – 2006
FUNDAMENTAÇÃO EM PEDAGOGIA WALDORF
OFICINA
DE MULTIPLICADORES EM PLANO DIRETOR PARTICIPATIVO
SEMINÁRIO
ADOLESCÊNCIA E SEXUALIDADE
SEBRAE
-
Secretaria de Educação do Paraná Faxinal do Céu – PR - Capacitação
de Lideranças de Associações Regionais do Estado do Paraná 16 horas |
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MANDALAS - SAÚDE E SUSTENTABILIDADE Jung elegeu a mandala por excelência adequada para simbolizar o psiquismo; isto porque nas representações mitológicas do si mesmo está presente, quase sem exceções, a estrutura quaternária como arcabouço nuclear da alma. Mandalas multiplicam-se pelo mundo. Por todas as épocas e lugares, expressam-nas em sua arte, bem como nos enredos de seus mitos, valores, e tradições. As mandalas são usadas para recompor o ego diante do eu interior. A contemplação destas imagens homogêneas, organizadas em torno de um centro, por analogia tende a facilitar a emergência de processos inconscientes, capazes de permear de paz interior a mente que deseja vislumbrar a ordem subjacente no Cosmos. Como na tradição oriental, as mandalas são como cosmos, que tem como função abstrair da contemplação algum significado para a existência ou para reverenciar o significado da vida. Diante deste repertório agregado a comunidade da Vila Mota ter escolhido as mandalas para desenvolver um produto contendo esses atributos, beneficiou e muito na leitura dos valores locais e como representá-los na arte, facilitando a identificação dos valores do grupo com os recursos naturais e toda representação encontrada na natureza. A criação e desenvolvimento da mandala trata essencialmente de dois pontos fundamentais na escolha deste tema, uma de organização da identidade local e a outra como uma prática organizadora dos sentidos da percepção e também, de aspectos emocionais vigentes. A cada trabalho há um momento de renovação e fortalecimento da identidade local por meio das novas descobertas e arranjos possíveis a cada mandala desenvolvida. Em termos de artes plásticas, a mandala apresenta sempre grande profusão de cores e representa um objeto ou figura que ajuda na concentração para se atingir outros níveis de contemplação. O processo de construção de uma mandala é uma forma de meditação constante. O grande benefício para os que meditam a partir da mandala reside no fato de que observam uma imagem construída numa detalhada estrutura tridimensional e simbólica. A mandala tem uma função sintetizadora, assim como, os símbolos. Sendo assim, pode-se dizer que as mandalas são imagens carregadas de sentido e mobilizam sempre uma carga energética; por isso é considerada como um transportador de energia contida nos arquétipos para a consciência que o confronta. Portanto, a mandala funciona como ponte unindo o consciente e o inconsciente. Pode-se se extrair de uma mandala múltiplos significados, que ao serem contempladas geram uma experiência de re-organização interna e harmonia. Ao contemplar esses símbolos que tem como regra para a composição de uma mandala a harmonia, o equilíbrio de opostos e muita simetria, ativa-se na psique uma tensão que elabora essas imagens gerando uma união de mensagens reguladoras tendendo ao equilíbrio e a superação de conflitos. A comunidade de Adrianópolis tem sido a experiência deste fato desde que começou a dedicar-se a elaboração de mandalas que retratam sua realidade. Suas composições são totalmente construídas com material natural, como sementes, e outros ornamentos feitos a partir de fibras naturais como a taboa, bananeira e palha de milho. Tem sido feito um acompanhamento regular sobre os efeitos que tem beneficiado a comunidade até mesmo em questões de saúde e ,principalmente, de sustentabilidade. Esta atividade desenvolvida com as mandalas em Adrianópolis tem acarretado um grande benefício, uma vez que a comunidade está sob efeito de um passivo ambiental deixado por uma mineradora francesa que há onze anos encerrou suas atividades deixando como herança, a contaminação por chumbo no solo e na comunidade local, e todo o tipo de dificuldade relacionadas a apatia, rebaixamento cognitivo entre diversas doenças e distúrbios causados pela contaminação que se encontram sem soluções . A integração e motivação do grupo foi tão impactante que as artesãs já encontraram uma identidade para o empreendimento: Flor do Vale – todos juntos somos diferentes. Atualmente, o grupo desenvolve seus trabalhos em um barracão abandonado com precária instalação e sem energia elétrica. Mas, mesmo com essas dificuldades o grupo tem comercializado seus trabalhos e recebem encomendas expondo suas mandalas em feiras e exposições com a finalidade de encontrarem parceiros e Instituições que auxiliem na criação de um Centro de Arte e Conviência destinado ao desenvolvimento humano com aportes arte-terapêuticos e de sustentabilidade. Essas iniciativas vêm renovando a cada dia a esperança desta comunidade em encontrar neste caminho uma possibilidade de diminuir suas dificuldades e encontrar soluções e perspectivas de se desenvolverem com dignidade e respeito. Adriana Melge |
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Mineradora em Adrianópolis deixa passivo ambiental e humano irreparáveis Matéria exibida no Jornal Gazeta do Povo- Curitiba Paraná – 2001 Jornalista: Mauro Künig
MEIO AMBIENTE-Fina poeira metálica ainda cobre as ruas de alguns bairros, 10 anos depois do fechamento das minas Do subsolo da cidade já saíram US$ 226 milhões em ouro, prata e chumbo, mas seus habitantes hoje sofrem com resíduos poluentes Corria a década de 30 quando a Mineradora Plumbum dos Brasil S.A. apareceu com promessas de modernidade, o mais importante evento desde a chegada do primeiro homem à inóspita região. Em retribuição, o fundador da empresa, Adriano Seabra da Fonseca, foi homenageado dando nome à cidade, emancipada em 1960. A notícia do ouro brotando da terra correu o país e outras quatro empresas menores se instalaram no lugar. Não demoraram a sufocar a incipiente economia baseada na produção de mamão. Foi um tempo de lucros fartos para os donos do negócio. Os nativos tardaram a descobrir o logro. Só bem mais tarde se deram conta do mal, quando viram-se cercados pela poluição que vinha do ar, da terra e da água. Tiro lento, de efeito retardado, o chumbo penetrou seus corpos e vem consumindo aos poucos a vida dos que ali permanecem. Adrianópolis conheceu a prosperidade. Era o tempo dos neo-alquimistas, que aplicaram ali as suas modernas fórmulas da pedra filosofal para transformar chumbo em ouro. E conseguiram! Rasgaram as entranhas dos morros e extraíram uma fortuna equivalente a US$ 226,8 milhões em metais nobres. Chegaram silenciosos, sugaram as riquezas naturais da cidade e depois viraram-lhe as costas, deixando para trás montanhas de escória. Por trás do lixo tóxico restou um lastro de desesperança, miséria, doença e morte. A contaminação por chumbo comprometeu o futuro de Adrianópolis. E de sua gente também.
Hoje, os 150 quilômetros de galerias abertas nos morros de Adrianópolis são artérias ressequidas de uma cidade moribunda. Por esses dutos já não correm as pedras brutas que viram ouro, prata e chumbo, apenas o vento que remete à agonia de uma cidade que tenta renascer desde o fim das atividades de mineração. . Comprada pela multinacional francesa Penarroya na década de 50, a Plumbum faliu em 1995. Os franceses levaram as riquezas, mas deixaram a céu aberto 347 mil toneladas de resíduos com 21% de cádmio e até 3% de chumbo. A população convive ainda hoje com as fontes de contaminação ambiental originadas da atividade de extração, beneficiamento e refino mineral. A tecnologia empregada na maior parte das seis décadas de exploração mineral não previa controle seguro sobre os efluentes. As partículas emitidas pela chaminé da fábrica poluíram a atmosfera, os fluidos lançados in natura contaminaram o Rio Ribeira, a lixiviação das águas de drenagem dos resíduos contaminou o lençol freático, a escória depositada a céu aberto, sem nenhum tratamento, contaminou as plantas e o gado. Os filtros instalados na chaminé da fábrica continham materiais particulados de alta toxicidade. O impacto negativo da mineração não se deu apenas no ar, na água e no solo, mas também na vegetação natural e nas atividades econômicas, em especial na produção hortigranjeira. O nível mais alto de exposição ao chumbo foi registrado entre as crianças das comunidades mais próximas à refinaria Plumbum. Essa população também apresentou o valor mais alto de chumbo no sangue entre toda a população estudada, superando em quatro vezes o valor de 10 microgramas por decilitro de sangue, considerado como o limite de boa saúde, principalmente nas crianças. O valor médio encontrado na comunidade de Cerro Azul foi duas a cinco vezes menor do que o obtido nas demais comunidades. As amostras de sangue colhidas na região de Adrianópolis foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz, referência nacional em metais pesados e com credenciamento internacional. Os exames de sangue seguiram os padrões de limites tóxicos de metais em crianças definido pelo Center of Disease Control and Prevention, dos Estados Unidos, e pela Organização Mundial da Saúde. Nas localidades de Vila Mota e Capelinha, as mais próximas da refinaria, estão as maiores médias de concentração, variando de 11,89 até 37,8. Na Vila Mota, 60% das crianças apresentaram teores de chumbo acima de 10 microgramas por decilitros de sangue. Outros 13% estavam acima de 20 microgramas por decilitro. Nas cidades paulistas do Vale do Ribeira, distantes da refinaria, os índices médios foram bem mais baixos (7% em Ribeira e 10% em Iporanga). Filhos de ex-funcionários da Plumbum tiveram dosagens maiores de chumbo no sangue. A contaminação também foi comprovada por um trabalho coordenado pela Secretaria de Saúde do Paraná. De 866 exames realizados entre 1988 e 2002, quase a metade (404) apresentavam alterações clínico-laboratoriais resultantes da intoxicação crônica por chumbo. Dessas, 94 eram crianças abaixo de 7 anos e outras 118 com idade entre 7 e 14 anos. Vinte crianças com índices de contaminação acima de 20 microgramas de chumbo por decilitro de sangue passaram a ser submetidas a tratamento em Curitiba. Onze dessas crianças apresentaram algum grau de déficit cognitivo. "O alto índice de crianças com QI (Quociente de Inteligência) rebaixado sugere que houve intoxicação crônica por chumbo e que este foi fator responsável pelas alterações encontradas nas testagens", diz o laudo assinado por três médicos do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Outras seqüelas identificadas foram cefaléia, dificuldades de aprendizagem, fadiga, debilidade orgânica, dores musculares, hiperatividade, tonturas, vômitos freqüentes. Em atividade normal de brincar, cada criança ingere, em média, 100 miligramas de poeira por dia. Isso a torna mais vulnerável à exposição ambiental e, portanto, mais suscetível à contaminação por chumbo, desenvolvendo mais precocemente alterações clínicas. |
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